Dança do ventre
2º Workshop - 26 de Abril
O termo é a tradução do árabe Raqs Sharqi - Dança do Leste.
A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerado um ritual sagrado. Sua origem data de 7000 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).
A sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egipto, com o objectivo de ensinar às mulheres os movimentos de contracção do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média.
Os seus movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos e batidas de quadril (shimmies), entre outros. As ondulações abdominais consistem na imitação das contracções do parto.
As suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos actualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objectivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).
A dança começou a adquirir o formato actual, a partir de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egipto, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Esta dança também é reconhecida como dança terapêutica. Para muitas dançarinas esta dança é um verdadeiro exercício de relaxamento e auto conhecimento do seu corpo, como em muitas técnicas orientais, assim como o Yoga, o Tai Chi, etc. A Dança do Ventre como dança terapêutica, aumenta a sua auto-estima, deixa aflorar a sua feminilidade e melhora a sua postura. Os movimentos também contribuem para um melhor funcionamento do aparelho intestinal. Estimula contracções uterinas, o que alivia completamente as cólicas menstruais, para além do exercício físico localizado a que esta dança obriga.
O que faz bem ao corpo faz bem à mente, é assim que se pode encontrar um equilíbrio entre corpo e mente, juntando o prazer da música e a estimulação do sensual.
ALGUNS MOVIMENTOS DA DANÇA DO VENTRE
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